Interdidata desde janeiro, a pedreira do Jardim Ideal (Zona Leste de Londrina) ainda aguarda a adoção de medidas de recuperação ambiental. O local, no entanto, não deverá voltar a ser usado como ponto de descarte de entulho por caçambeiros. Enquanto isso, a alternativa dos empresários do ramo é destinar o material para uma única empresa da cidade habilitada para recebê-lo.
A medida foi tomada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) por causa do despejo irregular de lixo doméstico, misturado aos restos de material de construção. O problema, de acordo com o chefe do órgão em Londrina Carlos Alberto Hirata, é que as caçambas têm sido usadas como ''grandes latas de lixo''.
O uso da pedreira resultou em danos ambientais que agora precisam ser corrigidos pelo proprietário da área, como a recomposição de mata ciliar. ''A expectativa do IAP é transformar a área em um local de lazer para a vizinhança que mora no entorno'', ressalta Hirata. Procurado pela reportagem, o proprietário da área preferiu não se manifestar.
Segundo a promotora de Defesa do Meio Ambiente Solange Vicentin, o proprietário deve fazer o levantamento do passivo ambiental, para identificar a extensão dos danos da área, e determinar o prazo para recuperação do espaço.
De acordo com o presidente da Atel Cláudio José Mendes, a cidade conta hoje com apenas uma empresa capacitada para receber o entulho, uma vez que o aterro sanitário, cuja vida útil está com os dias contados, também está fechado para os restos de material de construção.
A falta de opções para descarte e o custo do aluguel de caçambas têm como consequência o aumento do despejo irregular de entulho em fundos de vale, terrenos baldios e até mesmo nas ruas. ''O setor público precisa agir com coerência. Londrina é uma cidade grande e pelo menos um ponto de recebimento em cada região seria o ideal'', argumenta.

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