Pedras reduzem 25% da vazão da água da chuva
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segunda-feira, 03 de maio de 1999
Luciana Pombo 
Equipamentos e máscaras de oxigênio, faroletes (espécie de lanterna), roupas impermeáveis com botas fixas e máquinas fotográficas. Com toda esta bagagem, o vereador Jair Cezar (PTB), acompanhado por três bombeiros, um assessor e um engenheiro, resolveu se aventurar por um trecho subterrâneo do Rio Belém, desde o Centro Cívico (na Cândido de Abreu) até a Rodoferroviária de Curitiba. O objetivo da empreitada foi fazer uma vistoria técnica para tentar descobrir possíveis pontos danificados nas galerias do centro da cidade. Apesar de parecer exagero levar tantos equipamentos, o vereador alega que agiu com precaução. Precisávamos dos equipamentos de oxigênio, porque poderíamos encontrar gás tóxico pelo caminho, afirmou.
Após quase três horas nas galerias, o vereador afirmou ter descoberto um dos motivos das enchentes ocasionadas pelo Rio Belém. Cerca de 200 metros antes de chegar à Rodoferroviária, a galeria (de cerca de seis metros de largura por três e meio de altura) se dividiu em duas. Uma delas está, de acordo com ele, completamente bloqueada por causa dos imensos blocos de pedras acumulados no local por mais de dez anos. Os blocos de pedra diminuem em cerca de 25% a capacidade de vazão da água nas galerias, provocando as enchentes, disse o vereador.
Por causa dos blocos de pedra, os integrantes da equipe tiveram que enfrentar água numa altura superior a um metro. Quando entramos na galeria, tínhamos apenas 30 centímetros de água e caminhamos rapidamente por debaixo da terra, o problema começou quando passamos pela galeria obstruída pelas pedras, contou ele. Um relatório sobre a galeria do Rio Belém deverá ser entregue ao prefeito Cássio Taniguchi. O relatório aponta os problemas da galeria e sugere a utilização de um trator de esteira para a remoção das pedras.


