Pedradas não deixarão sequela, diz HU
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terça-feira, 14 de abril de 1998
Paulo Ubiratan 
A menina K.T.S., 2 anos, violentada na noite do último sábado por Amósio Inácio de Oliveira, 19 anos, primo dela em segundo grau, continua internada no Hospital Universitário (HU) de Londrina. O quadro de saúde da paciente é estável. Ela não corre risco de vida. As informações são da médica Luiza Moria, que estava de plantão ontem à tarde no HU. Ela também disse que a criança passou por uma cirugia reparadora na região pélvica, em consequência de ferimentos.
A menina foi encontrada em uma escavação a cerca de 300 metros da casa da família no jardim Alto da Boa Vista (zona norte). K.T.S. tinha vários ferimentos. Ela foi inclusive apedrejada na cabeça pelo primo. Segundo Luiza Moria, o ferimento no crânio foi superficial e não provocou traumatismo. Atualmente ela está apenas sonolenta. Provavelmente não ficará com sequela neurológica, diz a médica.
O delegado Edson Casagrande, que está presidindo o inquérito policial do caso, diz que exames feitos pelo Instituto de Médico Legal (IML) de Curitiba não encontraram nenhum sinal de esperma no material colhido da vítima e do acusado. Amósio Inácio de Oliveira - que é fugitivo da Justiça - diz que usou o dedo para violentar a criança (veja entrevista nesta página). Diante disso, o delegado diz que, no caso, não tem como referencial o crime de estupro. Segundo Casagrande, os crimes de Amósio seriam qualificados como atos libidinosos e tentativa de homicídio.
O acusado saiu com a criança durante uma festa na casa do seu tio (que é avô de K.T.S.). Depois de abusar da criança e abandoná-la, voltou para a festa. Os pais da menina e alguns vizinhos saíram para procurá-la na região. Depois que K.T.S. foi encontrada na escavação, as suspeitas recaíram sobre Amósio de Oliveira. Ele havia se recusado a acompanhar as buscas no local em que a criança foi abandonada. Ele estava na casa do tio após fugir da cadeia de Nova Rezende (MG), onde foi condenado por furto.


