O advogado Gregório Montemór, 27 anos, teve o carro atingido por uma pedra quando chegava em Londrina, vindo de Curitiba, juntamente com outros dois amigos. O caso aconteceu anteontem, por volta das 23 horas, na PR-445, na altura do Jardim União da Vitória (zona sul). ''Eu e outros dois amigos voltávamos de Curitiba e nos assustamos com um barulho. Vimos um grupo de pessoas perto de um barranco no União da Vitória e decidi pisar no acelerador'', comentou Montemór, preocupado com a possibilidade de assalto. ''Um caminhoneiro, que parou ali por falta de combustível, disse que viu pessoas armadas rondando o local. Acho que meu caso serve como alerta à população.'' Por sorte, a pedra atingiu exatamente a coluna da porta do veículo, sem estourar o pára-brisa. Além do acesso a Curitiba (PR-445), outros locais perigosos podem ser apontados em Londrina, como o semáforo na Avenida Brasília (BR-369), próximo ao Jardim Leonor (zona oeste), onde diversos motoristas já foram roubados.
O capitão Sérgio Dalben, da Polícia Militar de Londrina, disse que é muito difícil orientar os motoristas sobre o que fazer em uma situação como esta. ''Vai depender muito da oportunidade. Se o motorista perceber que tem condições de fugir com segurança, tudo bem. Caso contrário, o recomendável é que ele cumpra com que o marginal manda'', ponderou. Ele alertou que os bandidos geralmente não têm nada a perder, ''arriscam a vida deles e de outras pessoas em troca da possibilidade de conseguir alguma coisa''.
Quando se está dentro de um veículo, tem-se a falsa sensação de segurança. O capitão lembrou, porém, que a lataria dos carros são facilmente transpassadas por projéteis, o que não garante proteção para quem está em seu interior. Segundo Dalben, quando a pessoa está a pé deve obedecer o marginal, pois se a vítima tentar fugir e o ladrão estiver armado, pode levar um tiro pelas costas.
(Colaborou Fernanda Bressan)

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