A permanência dos corretores de veículos usados, numa área destinada à praça pública, na Zona Norte de Londrina, está ameaçada. Segundo o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, os automóveis serão multados diariamente até que o comércio seja transferido para a ''pedra'' construída pela prefeitura no ano passado. ''Ordenei aos agentes da CMTU que tomem as devidas providências há uma semana'', afirmou.
O local utilizado pelos corretores fica na esquina da Avenida Saul Elkind com a Rua Joaquina de Oliveira Perfeito a um quarteirão do ponto destinado a eles. Segundo Luiz Benedito de Oliveira, membro da Associação dos Corretores de Veículos da Zona Norte (ACV-Norte), a ''pedra'' oficial não é adequada ao trabalho. ''O fato de ficar ao lado do módulo policial afugenta parte da clientela que, em alguns casos, está com a documentação do carro irregular. A área construída mais parece um pombal, não atende nossas necessidades e, por isso, poucos ainda trabalham lá'', justificou o corretor.
O secretário de Obras discorda de Oliveira ao dizer que o projeto foi discutido com o presidente da ACV-Norte e a área escolhida pelo grupo. ''Eles resistem à mudança porque a Polícia confirmou a irregularidade na documentação de muitos carros'', rebateu Freitas. No local atual, trabalham entre 30 e 40 corretores diariamente que ganham cerca de R$ 100,00 na venda de cada veículo. De acordo com Oliveira, ali é um ótimo ponto, que atrai interessados de outras regiões da cidade e até de outros municípios.
O presidente da Associação de Corretores de Automóveis de Londrina (Acal), José Pinheiro Filho, concorda com o colega da Zona Norte em relação à ''pedra'' oficial. Pinheiro Filho, mais conhecido como Maringá, coordena um grupo de 110 corretores que trabalham na esquina da Avenida Leste/Oeste com a Rua João Cândido (centro) desde 1991. ''Esta instalação foi feita e cedida pela prefeitura. Nem pagamos IPTU. Nossa única despesa é uma mensalidade de R$ 8,00/mês para pagar água, luz, telefone, zelador e material de limpeza'', contou. Segundo Maringá, sua categoria é muito unida e, caso queiram tirar os colegas da Zona Norte de lugar, a Acal dará todo apoio aos corretores.

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