A diretora de Trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Cristiane Biazzono Dutra, revela que as solicitações de implantação de vagas exclusivas chegam por demanda dos próprios usuários. "Essas demandas são protocoladas na praça de atendimento da Prefeitura e esse protocolo gera um número pelo qual ele pode acompanhar os despachos pela internet. Se ele encaminhar esse pedido pelo telefone ou por e-mail, esse número não é gerado", alertou.
Ela destaca que não houve distribuição uniforme das vagas pela cidade para otimizar esses espaços e que o Ippul não pretende fazer implantação aleatória dessas vagas. "Muita gente está buscando utilizar essas áreas das vias públicas e nem sempre vai haver demanda se fizer a distribuição dessa forma. Haveria o risco delas ficarem ociosas e se isso ocorresse, seria um convite ao desrespeito", afirmou.
Sobre a concentração das vagas exclusivas na região central, Cristiane destacou que ela aconteceu quando a CMTU implantou os primeiros parquímetros, que precisavam de uma numeração da vaga. "Quando o município adotou a primeira versão dos parquímetros, o Ippul repassou para a CMTU, em parceria com a Epesmel a demarcação das vagas de estacionamento, inclusive a de pessoas com deficiência e idosos", apontou.
Ela explica que, assim que a Prefeitura recebe um requerimento de um interessado, o Ippul faz a análise do local. "Verificamos se não há uma vaga perto que ele possa fazer uso e o engenheiro de tráfego faz a observação padrão. Feita essa análise, encaminhamos para a CMTU executar o serviço", ressaltou. (V.O.)

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