Pedido de demissão de Kakunen Kyosen é aceito
Lucilia Okamura
De Londrina
O prefeito Antonio Belinati (PFL) assinou ontem a carta de demissão do presidente da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Kakunen Kyosen, que havia pedido sua saída do governo municipal na sexta-feira. A confirmação da exoneração de Kyosen foi feita pelo prefeito por volta das 21 horas. A diretora de Transporte e Trânsito da companhia, Lúcia Brandão, também teve seu pedido de demissão aceito.
Em entrevista à Folha ontem à tarde, Kyosen não quis confirmar que havia pedido demissão. Disse apenas que o cargo estava à disposição do prefeito. Fui para a Comurb para acomodar uma situação, a pedido do prefeito, justificou.
A Comurb está envolvida em denúncias de irregularidades em licitações e contratos firmados com dezenas de empresas. Os valores desses contratos girariam em torno de R$ 30 milhões. O caso está sendo investigado pelos promotores Bruno Galatti (Defesa do Patrimônio Público) e Cláudio Esteves (Investigações Criminais) e a expectativa da demissão de Kyosen foi criada há algumas semanas.
Falando em suposições ontem à tarde, Kyosen disse que a sua saída não deveria ser vista como uma confissão de culpa no caso das irregularidades. Em depoimento prestado aos promotores, no mês passado, o diretor-administrativo financeiro da companhia, Eduardo Alonso, disse que a competência para abrir licitações e autorizar pagamentos cabe somente ao presidente. Ele sugeriu até que Kyosen era conivente ou omisso nos casos. Kyosen, que também é auditor da prefeitura, não comentou sobre as investigações desde àquela época.
Kyosen está no cargo desde o dia 10 de junho de 97. Ele assumiu no lugar de Cléber Tóffoli, que também pediu desligamento da pasta depois que surgiram denúncias de irregularidades. Na época, Tóffoli foi acusado de contratar 212 funcionários sem concurso público e justificou que tomou essa medida em caráter emergencial.
A expectativa é que o prefeito Antonio Belinati anuncie novas demissões nos próximos dias.





