A diretora do Colégio Eleodoro Ébano Pereira, Marlene Dias, disse ontem que, além de resposta ‘‘positiva’’ direta do Estado, recebeu também do Núcleo Regional de Educação a informação de que o prédio havia sido liberado para a escola, ‘‘e só por isso a comunidade escolar se mobilizou, para reivindicá-lo’’. Segundo ela, não há ‘‘pressão’’ ou tentativa de indispor os promotores com a opinião pública. ‘‘Mas os alunos vivem perguntando quando é que vamos para lá, para aliviar a superlotação aqui’’. Marlene acrescentou que ‘‘há o discurso de toda criança na escola, mas prédio de escola não é de borracha, que estica’’.
A diretora admite não ter em mãos documento formal sobre a cessão do prédio, mas relata que o primeiro pedido foi protocolado no TJ em fevereiro de 98, e, além do que lhe informara o Núcleo, isto já havia sido prometido ‘‘pelo governador, secretários e chefes da Casa Civil que se sucederam, e por último pela vice-governadora’’. Segundo Marlene Dias, apenas o espaço do tribunal, com cerca de 500 metros quadrados, não atende as necessidades, pois não é suficiente para abrigar o setor administrativo, sala de vídeo e informática e um Centro de Deficientes Visuais, para atender 60 alunos especiais.

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