Pedida reconstituição de crime
Paulo Ubiratan
De Londrina
Os defensores de Ricardo Wagner Bernardi e Márcio Geraldo, acusados de terem matado na noite de 4 de fevereiro a advogada Alexandra Greice Blanco Disseró, solicitarão que sejam feitas novas investigações no caso. Eles alegam que existem muitas distorções nas provas e laudos apresentados pela polícia. Os advogados Oscar Nascimento (de Márcio Geraldo) e Martiniano Tito do Valle (de Ricardo Wagner) irão pedir uma nova reconstituição de como ocorreu a morte da advogada.
Nas provas colhidas pela polícia, o tiro teria saído da arma de Márcio Geraldo, quando junto com Ricardo Wagner trocaram tiros com a polícia durante o assalto que os dois praticavam no Bar da Mocidade, localizado na Rua Itajaí, 100, na Vila Nova (área central de Londrina). As denúncias fundamentadas pela promotoria qualificaram o crime como latrocínio - matar para roubar.
As provas nos autos contra os acusados estão muito confusas. A começar pelo laudo do Instituto de Criminalística que, quando chegou no Bar da Mocidade, o cenário do crime estava totalmente comprometido. A Polícia Militar não fez o isolamento do local. A partir desta situação, podemos questionar qualquer prova, afirmou o advogado Oscar do Nascimento. Ele enfatizou que os dois acusados garantem que na posição em que estavam trocando tiros com a polícia, a vítima não estava na linha de tiro.
O advogado Martiniano Tito discorda também da acusação que qualifica o crime como sendo latrocínio. Os dois, ao entrarem no bar, foram direto ao caixa, sem molestar nenhum dos clientes. E foi naquele momento que houve a troca de tiros, começada pelo policial militar. O que ocorreu foi uma trágica fatalidade que cabou morrendo a colega, afirmou. Há menos de um mês, Márcio Geraldo e Ricardo Wagner não tinham advogados porque ninguém os queria defender. Ontem, as testemunhas de acusação começaram a prestar depoimento à Justiça.





