Pedida prisão preventiva de bancário
Giovani Ferreira
De Curitiba
O escrivão do 11º Distrito Policial pediu ontem a prisão preventiva do bancário Maurício Meyer, 34 anos, acusado de ter matado a esposa e queimado o corpo na churrasqueira da residência da família, na Vila Nossa Senhora da Luz, em Curitiba. O crime aconteceu na manhã da última segunda-feira, mas os restos do corpo de Josiane Chustak Meyer, 30 anos, foram retirados da churrasqueira somente na terça-feira pela manhã, quando o advogado Alaor Reis, que está representando Maurício, levou o caso ao conhecimento da polícia.
O bancário, que deveria se apresentar ontem no 11º distrito, não apareceu para prestar depoimento. Alaor Reis disse que seu cliente ainda estava muito perturbado com o crime. O advogado garantiu que Meyer deve se apresentar até o final do dia de hoje. Segundo Reis, em nenhum momento seu cliente demonstrou a intenção de fugir da Justiça.
Wuinsor Sanches, escrivão do 11º distrito, explicou que o pedido de preventiva é para tentar garantir a apresentação do bancário. Estamos correndo contra o tempo, para tentar segurá-lo com uma preventiva, disse Sanches. Até o final da tarde de ontem o pedido de prisão, que deveria ser analisado pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC), ainda não havia sido autorizado.
Conforme relato feito pelo advogado, Meyer afirma que cometeu o crime acidentalmente, quando tentava defender-se de golpes de faca desferidos pela sua esposa. O bancário contou ao advogado que acertou duas marteladas na cabeca da esposa. Quando constatou que ela estava morta queimou o corpo na churrasqueira, sob o pretexto de esconder o cadáver de seus dois filhos, de 9 e 6 anos.
Em conversa com Maurício, o advogado disse que ele estava referindo-se a sua esposa como se ela ainda estivesse viva. Diante do grau de perturbação, Reis entendeu que seria melhor adiar por mais um dia a apresentação do bancário.





