O delegado do 1º Distrito Policial de Londrina, Marcos Roberto Guazzi Belinati, disse ontem à tarde que o delegado Darci Sassi, do 16º DP de São Paulo, pediu a prisão do empresário Aldrin Undre Novaes. Ele é o principal suspeito pelas mortes do gerente comercial Arnoldo Leal de Figueiredo, ocorrida em 1º de agosto, em São Paulo, e também do agropecuarista Marcio Luz Rodrigues Alves, em Londrina, na última terça-feira.
Até o final da tarde de ontem Belinati não sabia se a Justiça paulista havia acatado o pedido. Também não sabia informar qual o paradeiro do suspeito que tem negócios em várias cidades, até mesmo fora do Brasil. De acordo com o delegado, uma equipe de policiais está tentando descobrir onde ele está. Mesmo Marcio Alves tendo declarado à Polícia em agosto que Novaes o estava ameaçando de morte, ele não pode ser preso porque ainda é suspeito. ‘‘Vou ouvi-lo, só não sei quando. Tudo dependerá dos depoimentos que estão sendo colhidos’’.
Ontem, Belinati ouviu três pessoas sobre a morte do agropecuarista, assassinado à queima-roupa com quatro tiros no centro de Londrina, por volta das 8h30. Apesar de não revelar nomes, o delegado disse que um deles era testemunha do crime, outro era representante de Figueiredo e o terceiro era uma pessoa ligada aos negócios de Alves. Hoje, ele continuará os depoimentos. Na próxima segunda-feira, será a vez da esposa de Alves prestar declarações.
André Luiz Cunha, advogado da família, disse que está acompanhando as investigações e preferiu não emitir opiniões. Segundo ele, Alves estava com medo das ameaças de morte que vinha recebendo por causa da posse sobre a fazenda Pontal, localizada em Paranatinga (MT). O agropecuarista vendeu a propriedade há mais de um ano, mas não recebeu o pagamento. Ao tentar reavê-la descobriu que a fazenda estava com uma terceira pessoa e no início de 2000 conseguiu na Justiça a reintegração de posse. O advogado não quis dizer por que Novaes ameaçava seu cliente e se ele foi um dos compradores da terra.
De acordo com Belinati, o assassinato do gerente comercial em São Paulo foi provocado pela disputa do empreendimento rural Agropecuária Íntegro-Fazenda Akio, que estaria locallizada em Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina).

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