O delegado Joaquim Antônio de Melo, do 4º Distrito Policial de Londrina, vai pedir a prisão preventiva de Rubens Mendes de Queiroz, acusado de ter matado a tiros a companheira Luciana Duarte Filho, na sexta-feira à noite. Ontem, o delegado ouviu três testemunhas do crime: a mãe de Luciana, Dora da Silva; e os tios, Rubens Gomes da Silva e Raquel Freire.
ReproduçãoLuciana Duarte Filho: morta a tirosA dona de casa Dora da Silva Filho afirmou ontem que irá entrar na Justiça para pedir a guarda do neto de um ano e três meses, filho de Luciana. Ela diz temer que o acusado, que está foragido, queira ficar com o menino.
Ontem de manhã, Dora esteve no Fórum para pegar informações e a lista de documentos necessários para requerer a guarda. Ela conta que o menino está escondido sob os cuidados de ‘pessoas de confiança’. ‘‘Não quero falar onde o menino está porque ele (Rubens) vai querer ir atrás’’, afirma.
Dora ressalta que encontrou a filha pela última vez há cerca de 15 dias. ‘‘A Luciana disse que se acontecesse algo com ela, era para eu tomar conta do menino’’, alega. Segundo a dona de casa, a filha apanhava e constantemente recebia ameaças de morte do companheiro.
ReproduçãoRubens Mendes Queiroz: acusado do crimeLuciana e Rubens estavam juntos há três anos, segundo Dora. ‘‘Ela o amava quando se conheceram. Depois, quando descobriu como ele era violento, não pôde mais largar porque era ameaçada’’, diz. A dona de casa afirma que Rubens, além de bater na filha, costumava quebrar objetos da casa onde moravam. ‘‘Ele judiou muito dela’’, ressalta.
Dora diz que também foi ameaçada de morte por Rubens. ‘‘Ele tinha medo de eu denunciá-lo à polícia porque batia na minha filha’’, afirma. Por causa das ameaças, Luciana teria decidido não ver mais a mãe. Nessa mesma época, ela foi morar com o tio, Rubens Gomes da Silva, na tentativa de se esconder do companheiro.
O tio da vítima mora no Jardim Monte Carlo (zona leste), onde aconteceu o crime. Rubens da Silva contou na polícia que Rubens Queiroz foi à casa dele conversar com a sobrinha e acabou disparando três tiros. Ele disse ainda que tentou impedir a fuga do acusado, mas foi ameaçado de morte.
Anteontem, parentes de Rubens Queiroz teriam ido à residência onde o casal morava, no Jardim Novo Bandeirantes, em Cambé (13 km a oeste de Londrina). ‘‘O meu marido viu que eles pegaram objetos pessoais da minha filha e as roupas do meu neto’’, afirma a dona de casa.
Dora conta que o pai de Luciana foi assassinado há alguns anos. ‘‘Agora perdi a minha filha. Foi horrível quando recebi a notícia’’, ressalta. Ela revela que tem medo de ser morta por Rubens e, por isso, evita ficar sozinha em casa. Ela mora com o marido e dois filhos, na mesma rua onde residia Luciana e Rubens. Rubens Queroz é acusado também de ter disparado tiros contra Cristian Moretto, num bar na Vila Siam, em 12 de julho de 1996. O rapaz morreu nove meses depois por causa dos ferimentos.

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