Os servidores em greve da UEL fizeram mais um protesto ontem pelas ruas do campus e protocolaram pedido de instalação de processo disciplinar contra o reitor Pedro Gordan, alegando infração de natureza administrativa. O reitor mais uma vez foi alvo da manifestação dos grevistas, que o compararam à personagem de Charles Chaplin no filme ‘‘O Grande Ditador’’. Um dos servidores, de farda e portando a suástica, símbolo do nazismo, seguiu à frente da passeata.
O pedido de abertura de processo disciplinar é assinado pelo Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina (SinSaúde), Associação dos Docentes da UEL (Aduel) e Associação dos Servidores (Assuel). Segundo as quatro entidades, Gordan teria cometido três infrações, uma delas por não obedecer decisão do Conselho Universitário – órgão máximo da universidade – de não punir os funcionários em greve.
As outras duas infrações seriam a não convocação do conselho ordinariamente, uma vez por mês, e a falta de registro em ata e não publicação das decisões do Conselho Universitário, como prevê o Regimento Interno da universidade. Segundo o presidente da Assuel, Itamar Nascimento, caso o conselho acate o pedido de abertura de processo, será instaurada uma Comissão Disciplinar que vai definir a pena destinada ao reitor. As penas previstas vão de advertência e suspensão até dispensa do cargo.
Pouco tempo antes do protesto que terminou na porta da reitoria, Gordan saiu de viagem para Curitiba. Ele pediu afastamento do cargo por dois dias e, com o recesso de Carnaval, só deverá voltar à UEL na quarta-feira. A vice-reitora Vera Suguihiro informou que ainda não tinha conhecimento do conteúdo do documento protocolado pelos grevistas e que, assim que o recebesse, iria submetê-lo a parecer da assessoria jurídica da universidade.
A reitora em exercício informou ainda que não há data definida para a convocação do Conselho Universitário, como vêm pedindo os grevistas.

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