Maringá - O médico pediatra Silas de Mello Bruder, 51 anos, disse para dois delegados do comando da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP) que ‘‘pisou na bola’’ e que se pudesse voltar atrás ‘‘refazia a sua vida’’. As declarações foram interpretadas pelo delegado-adjunto da 9ª SDP, Nilson Rodrigues da Silva, uma ‘‘confissão informal’’. Segundo Nilson Silva, o delegado-operacional José Aparecido Jacovós, estava junto quando Bruder fez o desabafo, no final da tarde de anteontem. ‘‘Vamos fazer um interrogatório complementar para ver se o pediatra se decide por uma confissão formal’’, disse o delegado-adjunto.
Para Nilson Silva, como pastor e pregador da palavra de Deus, o médico pediatra deveria optar pela verdade. ‘‘Contra provas não há argumentos e até agora temos provas contundentes e suficientes para os crimes cometidos pelo pediatra’’, afirmou o delegado-adjunto. Bruder é pastor, filho de uma família tradicional e até o ano passado era chefe da 15ª Regional de Saúde de Maringá. ‘‘Acreditamos que Bruder só não confessou ainda por orientação dos advogados porque é mais díficil defender um réu confesso’’, disse Nilson Silva.
O pediatra foi preso em flagrante, por atentado violento ao pudor, no sábado com duas meninas, uma de 11 e outra de 12 anos, que teriam sido pagas por ele para fazerem sexo oral e masturbação. A polícia chegou até o pediatra depois da denúncia da mãe de um adolescente excepcional de 16 anos de idade. O pediatra teria por diversas vezes pago o adolescente para a prática de sexo. Depois da prisão, outras 17 famílias procuraram a 9ª SDP para denunciar que tiveram filhos molestados ou assediados por Bruder.
Segundo o delegado-adjunto, as principais provas contra o pediatra são os depoimentos de crianças e adolescentes, todos de um mesmo bairro pobre de Maringá. Nilson Silva disse que uma psicóloga está acompanhando o caso para fazer um relatório final sobre os depoimentos. ‘‘O relatório vai apontar o comportamento destas crianças’’, disse o delegado-adjunto.

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