Maringá - Mais duas meninas de 10 e 11 anos de idade prestaram depoimentos ontem, na Delegacia de Maringá, contra o médico pediatra Silas de Mello Bruder, 51 anos, preso em flagrante na tarde de sábado, acusado de atentado violento ao pudor. Outras 10 testemunhas -meninas e meninos com idade entre 10 e 16 anos- confirmaram para o delegado José Aparecido Jacovós, que conhecem o médico e já foram vítimas de suas ações.
As declarações foram feitas ontem de manhã, durante uma diligência da polícia no bairro Santa Felicidade, na periferia de Maringá. As famílias das testemunhas serão notificadas para prestarem depoimentos na delegacia. À tarde, três delegados vistoriaram o consultório do pediatra em busca de indícios de pedofilia, mas nada foi encontrado.
As irmãs A.C.A., 11 anos; e T.C.A.,10 anos, disseram que o médico Silas de Mello Bruder era visto com freqüência no bairro e sempre oferendo carona em seu carro. A.C.A. afirmou que chegou a ser perseguida pelo médico quando retornava do centro de Maringá. T.C.A. também afirmou que conhecia o médico e que em certa ocasião, quando brincava em uma rua próxima à casa dela, foi chamada por Bruder. Quando cheguei perto do carro ele estava com a calça abaixada, revelou.
Bruder negou as acusações de atentado violento ao pudor. Ele confessou que costumava dar carona às crianças e adolescentes moradores do Santa Felicidade. Mas também dava carona para adultos e acho que tudo não passou de uma armação de algum menino que me pediu dinheiro e eu não dei, disse. Bruder afirmou que costumava passar pelo bairro para visitar o sogro que mora nas imediações. O advogado dele, Israel Batista de Moura, afirmou que vai entrar com pedido de relaxamento do flagrante. Por enquanto não há nada de concreto contra ele (Bruder), justificou Moura.
O presidente do Conselho Regional de Medicina, Kemmel Jorge Chammas disse ontem que vai abrir sindicância para apurar as denúncias contra Bruder. Ele adiantou, entretanto, que o CRM poderá abrir um procedimento ético profissional contra o pediatra somente após a conclusão da sindicância.
Bruder foi preso no sábado por volta das 17h30 com duas meninas, uma de 11 e outra de 12 anos de idade, dentro do carro dele, no bairro Maringá Velho. Ele começou a ser investigado pela polícia a partir do depoimento de uma mãe de um adolescente portador de deficiência mental, de 16 anos de idade. O garoto disse que costumava ser abordado pelo médico e recebia até R$ 10,00 para praticar sexo. Bruder também é pastor em Maringá.

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