Pediatra recomenda naturalidade
O pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital São Luiz (SP), explica que se a criança possui um amigo imaginário, o importante é deixa-lá em paz e só participar da brincadeira se for convidado. ''A criança sabe que o amigo é fruto de sua imaginação. Então, não adianta fingir que também está vendo'', aconselha. Segundo ele, essa atitude pode deixá-la confusa. Reibscheid destaca que dizer que é mentira ou besteira também é uma agressão e que o melhor a fazer é agir com naturalidade.
O pediatra expõe que essa pode ser a forma que as crianças encontram de entender como é ter um amigo de verdade. ''Por meio da brincadeira, elas aprendem sobre o mundo dos adultos e se colocam no lugar do outro, conhecendo diferentes pontos de vista'', argumenta.
Além disso, analisa o pediatra, ao criar um amigo só para ela, a criança fica no controle da situação, poder que ela não tem em outras ocasiões. ''É nessa brincadeira que ela abre portas para dividir seus sentimentos de raiva, tristeza e angústia. Tudo muito saudável. Curta essa fase'', completa.





