Maringá - O médico pediatra Silas de Mello Bruder, 51 anos, acusado de rapto, atentado violento ao pudor e atos obscenos, fez uma série de vítimas, a grande maioria de crianças e adolescentes de um bairro da periferia de Maringá. No mês passado, Bruder conseguiu a transferência para o Sanatório de Maringá deixando de ocupar uma cela especial na 9ª Subdivisão Policial de Maringá. O médico é de uma família tradicional da cidade e até o ano passado ocupava o cargo de chefe da 15ª Regional de Saúde de Maringá.
A transferência de Bruder causou revolta entre delegados e policiais responsáveis pelas investigações que culminaram na prisão em flagrante do médico no dia 26 de janeiro. ‘‘Antes de ser preso, ele (Bruder) exercia normalmente suas atividades e agora que foi pego em flagrante decidiu se declarar doente’’, afirmou na ocasião um dos delegados da 9ª SDP. Bruder teve o registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná.
No dia em que foi preso o pediatra estava no carro com duas meninas, uma de 11 e outra de 12 anos de idade. Elas contaram que o pediatra iria pagar por um programa de sexo oral e masturbação. A polícia chegou até o médico depois da denúncia da mãe de um adolescente excepcional de 16 anos de idade. O pediatra teria por diversas vezes pago o adolescente para a prática de sexo. No inquérito, a polícia encontrou 17 pessoas vítimas de abusos sexuais praticados pelo médico. Nove depoimentos eram de crianças e adolescentes do bairro Santa Felicidade, três de ex-pacientes e outros cinco foram das vítimas de tentativa de abuso sexual.

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