Osmani Costa
O dona de casa Márcia Maria da Silva, mãe de Cristofer Almeida da Silva, 10 anos, acusou um médico pediatra de ter se negado a atender seu filho e agredi-la com ofensas morais, na tarde de sexta-feira, no Posto de Saúde (PS) do Jardim Leonor, na zona oeste de Londrina. ‘‘Ele jogou as fichas de atendimento no chão, veio em minha direção aos gritos e só não me agrediu fisicamente porque fui levada por enfermeiras para uma outra sala’’, afirmou Márcia da Silva.
Segundo ela, o menino Cristofer foi levado ao PS porque sentia dores de cabeça, na nuca, e com febre de 39 graus. ‘‘Fiquei preocupada que ele pudesse ter convulsão a qualquer momento. O médico atendeu as quatro crianças que estavam na frente do meu filho. Quando chegou na nossa vez, ele foi para dentro de uma sala e começou a demorar. Quando eu pedi para uma enfermeira chamá-lo, ele ouviu e já saiu da sala gritando’’, contou a dona de casa, que mora no Jardim Santiago, bairro vizinho ao Leonor.
Márcia da Silva diz que ficou surpresa e assustada com a estupidez do pediatra. ‘‘Foi o cúmulo, muito grave mesmo. Ele disse que não atenderia mais ninguém e começou a gritar palavras de baixo calão. Se ele não quer trabalhar, que fique na sua casa e deixe o lugar vago para outro médico. Ele não pode desrespeitar as pessoas desta forma’’, criticou ela.
Depois do incidente, Cristofer foi atendido por outro médico de plantão, recebeu medicamentos e passa bem. A coordenadora do PS, enfermeira Lídia Okama, abriu procedimento interno para averiguar as condições em que ocorreu a discussão entre a dona de casa e o médico pediatra, que trabalha no local há quase dez anos. De acordo com ela, esta é a primeira vez que um usuário registra reclamação contra ele.
Ressaltando que trata-se de um profissional competente e respeitado pelos usuários da região oeste, a coordenadora não quis adiantar detalhes sobre o procedimento instaurado e possível punição a que estaria sujeito o profissional.
O secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, disse que também pretende conversar com o médico acusado, antes de comentar o assunto. ‘‘Um auditor interno aqui da secretaria já telefonou para a reclamante, ouviu a posição dela e pediu desculpa em nosso nome’’. Agora, vai ouvir a justificativa do médico.

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