Londrina - Com a baixa umidade relativa do ar, chegando à mínimas críticas de 25%, segundo o Instituto Meteorológico Simepar, Adalberto Rubens e Ana Paula Saciloto, entrevistados ontem pela FOLHA, se preocupam também com a hidratação dos filhos. "Sempre quando vejo que o passeio vai durar mais de de 30 minutos, eu trago garrafas de água. As crianças que fazem mais atividades físicas sofrem mais com este tempo desagradável", disse Ana Paula.
O pediatra José Carlos Schaefer, de Londrina, defende que os espaços de lazer são ótimas opções de passeios com as crianças. "Sou contra os pais só pensarem em lugares fechados. As nossas áreas verdes como o Zerão, Lago Igapó, Jardim Botânico e outros parques têm que ser utilizados. São indicados para as crianças, desde que sejam observados alguns cuidados", defendeu.
De acordo com o médico, o sol das 10 às 16 horas deve ser evitado. "O melhor horário é o sol da manhã, ajuda na calcificação dos ossos", explicou. "Até 15 minutos de exposição, não precisa de protetor. Passou disso, um produto fator 30 resolve", completou. Schaefer lembrou que em tempos de baixa umidade do ar, é preciso redobrar os cuidados com a hidratação. "Nos passeios, os pais devem levar muita água ou sucos naturais, evitando os de caixinha que têm muito açúcar."
A baixa umidade prejudica o aparelho respiratório e facilita casos de tosse prolongada. O pediatra explica que os alérgicos são os mais prejudicados. Com o tempo seco, a poeira costuma assustar os pais, que preferem deixar as crianças em casa. "A poeira da rua é menos nociva que a de casa, que contém ácaros", comparou. Outro erro comum é deixar os umidificadores ligados durante todo o tempo. "Esses aparelhos devem permanecer ligados por no máximo três horas. Mais que isso gera até mofo nos cômodos", alertou. (C.F.)

mockup