Londrina - Um mês depois da campanha realizada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) em parceria com a Polícia Militar, buscando educar motoristas e pedestres sobre o uso da faixa de pedestres, pouca coisa mudou. A reportagem foi em alguns dos lugares onde houve a campanha para verificar se os motoristas estão mais conscientes e constatou que quem tenta atravessar as ruas precisa ter muito cuidado e ficar atento, esperando alguém parar.
Mesmo na Avenida Inglaterra (zona sul), onde no dia 11 deste mês um idoso de 74 anos foi atropelado enquanto atravessava em uma faixa de pedestres identificada com placas da campanha Pé na Faixa, os veículos continuam passando em alta velocidade. São poucos os que reduzem a velocidade e mais raro ainda é ver alguém parar para o pedestre.
Uma comissão dos moradores se reuniu com o prefeito Alexandre Kireeeff pedindo providências e o prazo para que fosse apresentada alguma solução vencia ontem, quando aconteceria nova reunião.
"Até agora ninguém apareceu aqui para fazer nada. Pintaram o asfalto com avisos de radar, mas isso só tem como finalidade multar os motoristas. Para resolver mesmo o problema dos pedestres só uma faixa elevada ou um semáforo", reclama o comerciante Jair Gonçalves.
A manicure Arivaldina Bortholazzi é moradora da região e também trabalha na Avenida Inglaterra, presenciando diariamente o sofrimento de quem precisa atravessar a via. "Acho que tinha que ter uma luz de alerta, quem sabe os motoristas enxergam? Para resolver só com uma lombada ou multas", afirma.

Zona norte
A penalização financeira também é a sugestão da técnica em gestão pública Thaís Cristina Santos. Na manhã de ontem ela teve que esperar algum tempo até os veículos pararem para que pudesse atravessar a Avenida Saul Elkind (zona norte).
"Não vemos os motoristas pararem. Em geral os ônibus param, mas aí tem um outro problema porque muitas vezes começamos a atravessar e o veículo que vem na outra pista não para, principalmente se for uma moto. Então temos que atravessar meia pista, parar, ter certeza que não vem ninguém e terminar a travessia até o canteiro e depois a mesma coisa até a outra calçada. Acho que só quando começar a doer no bolso deve funcionar", alega.
O comerciante Cláudio Ferreira diz que apenas vê os motoristas pararem quando há guardas no local. "A CMTU veio aqui um dia, abordou o pessoal, mas depois voltou ao normal. Eu não confio e espero os carros efetivamente pararem para eu atravessar", explica.
Na zona oeste, na Avenida Arthur Thomas, em frente à Escola Estadual Professora Maria do Rosário Castaldi, uma faixa elevada garante maior segurança, principalmente para os alunos. José Simão, porteiro do colégio, conta que nos horários de saída muitas vezes se formam filas de carros esperando a travessia. "Ficou bem mais tranquilo aqui depois dessa faixa. Temos alunos cadeirantes e eles atravessam aqui.

Operação radar
A CMTU, através da assessoria de imprensa, explicou que a ação educativa foi desenvolvida no mês de junho, em 44 pontos. Por enquanto não há data para novas ações, já que é necessário também que a PM disponibilize efetivo. Também informou que está finalizando a sinalização na Avenida Inglaterra e nos próximos dias deve ser iniciada a operação radar no local.

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