Pedestres levam a pior na disputa pelas calçadas
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segunda-feira, 23 de abril de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Caminhar pelas calçadas da Área Central ou dos bairros de Londrina pode ser um risco. Ou, pelo menos, um exercício de paciência para os pedestres. Se não bastassem os buracos e pisos irregulares que já conferiram a Londrina o nada honroso título de segunda pior calçada do Paraná, o desrespeito de moradores e comerciantes torna a situação ainda mais complicada.
Um rápido giro pela cidade é suficiente para flagrar inúmeras irregularidades, que variam desde carros estacionados em locais proibidos a ocupação indevida de ambulantes e produtos. Montes de areia e pedras também prejudicam o direito básico de ir e vir dos cidadãos locais e visitantes.
15 fiscais da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) tentam coibir esses abusos. De acordo com o diretor de Trânsito e Fiscalização da Companhia, Álvaro Grotti Junior, este tipo de irregularidade ocorre ''em pequena escala.''
''Não temos aplicado muitas multas, mas as denúncias que recebemos são fiscalizadas'', garante. O Código de Posturas prevê, no artigo 50, que é proibido impedir o trânsito de pedestres, sob pena de multa. O valor varia de R$ 50,00 a R$ 1.500,00. Antes, no entanto, o infrator é notificado e pode escapar da punição se desobstruir o caminho.
Quem tem dificuldade para andar sofre mais com as calçadas obstruídas. O lavador de carros Jorge da Luz, 41 anos, teve inflamação de medula e há dois anos precisa de uma bengala para se locomover. Para ele, além dos buracos, os carros estacionados em locais proibidos são o principal empecilho para os pedestres. ''A gente tem que andar na rua e corre o risco de ser atropelado. Deveria ter mais fiscalização'', cobra.
Os aposentados Vitor Borges, 75, e Salvador Gonsales, 63, também não poupam críticas. Eles comentam que a falta de rampas para cadeirantes é um dos principais problemas, tanto no Centro quanto nos bairros da cidade.
''Na minha opinião, deveria ter um fiscal em cada setor para cuidar da conservação das calçadas da cidade. Não sei o volume de dinheiro do caixa da prefeitura, mas sei que eles não arrecadam pouco'', sugere Gonsales. No entanto, eles não deixaram de citar a importância da conscientização da comunidade. ''Todo mundo precisa cuidar'', enfatiza Borges.


