Pedestres e motociclistas são principais vítimas do trânsito
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terça-feira, 03 de julho de 2001
Maranúbia Barbosa De Londrina 
A maioria dos cruzamentos de ruas da área central e de alguns bairros de Londrina representa perigo de vida para os pedestres. Para atravessar as ruas eles se arriscam diante de veículos em alta velocidade e da falta de faixa de segurança e semáforo específico. No primeiro semestre deste ano, a Companhia de Trânsito (Ciatran) registrou na cidade 150 atropelamentos com 11 mortes. O total de vítimas é igual ao de motociclistas mortos. Estatística da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) mostra que janeiro a junho aconteceram 2.684 acidentes em Londrina, com 1.238 pessoas feridas e 32 mortos.
Os números, apesar de altos, são menores do que os registrados no ano passado, no mesmo período. De acordo com a CMTU, nos primeiros seis meses de 2000 foram 2.907 acidentes, com 1.294 feridos e 35 mortos. O responsável pela área de estatística,
César Cassis, informa que existem na cidade cerca de 160 mil veículos, sendo 30 mil motocicletas. Diariamente circulam pelas ruas do perímetro urbano por volta de 90 mil veículos.
Conforme o diretor de trânsito e sistema viário do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), Wagner Soeiro Pagnan, a cidade conta com 167 cruzamentos semaforizados. Do total, 67 são semáforos específicos para o pedestre.
Um dos locais perigosos para o pedestre é o cruzamento da Avenida Dez de Dezembro com a Rua Escócia, zona sul. Não há semáforo para os veículos, que realizam conversões irregulares. Outro problema é a ausência de faixa de segurança, embora existam três pontos de ônibus no local. Com a filha no colo, a dona de casa Solange Carrilho ficou vários minutos esperando os veículos para atravessar a avenida. Sem faixa de segurança, só se voar, comentou.


