Albari RosaCom as obras do Trevo do Atuba, pedestres e ciclistas são obrigados a disputar espaço com os carros na pista. Moradores do Bairro Alto reclamam e não está prevista a construção de passarelas naquele trechoAs obras do Trevo do Atuba, em Curitiba, ainda em andamento, estão solucionando aos poucos os problemas de tráfego de veículos no local, mas até agora dificultaram ainda mais a vida dos moradores da região, que têm de atravessar até cinco pistas sem faixa de pedestre. Em alguns pontos, as próprias obras colocam as pessoas em perigo, obrigando-as a disputar espaço com os carros. Algumas obras, quando concluídas, podem diminuir as dificuldades, mas isso só deve acontecer no final do ano. Não está prevista a construção de passarelas naquele trecho.
O latoeiro Lorival Domingos do Nascimento, de 58 anos, trabalha na empresa Penha e mora do lado oposto do Trevo do Atuba. Diariamente ele atravessa pelo menos quatro vezes as cinco pistas que separam a empresa do Bairro Alto, onde fica sua casa. O trajeto leva até 20 minutos, dependendo do tráfego. Outros 20 funcionários da empresa atravessam as pistas diariamente e um colega de Lorival já foi atropelado. Ele conta ainda que muitas famílias levam crianças a pé até o outro lado do trevo onde fica a creche. ‘‘É um perigo. Deveriam fazer uma passarela para dar mais segurança para a gente’’, reclama.
Adilson Lima, de 27 anos, mora na Vila Zumbi e atravessa o trevo diariamente de bicicleta para trabalhar e fazer compras. ‘‘Já fui atropelado e fiquei ‘cabreiro’ com esse perigo aqui’’, conta. Antonio Nadir Correio, 41, questiona por que os ciclistas e pedestres não foram beneficiado pelas obras. ‘‘Passarela e ciclovia deveriam estar no projeto. Afinal, os carros não respeitam a gente’’, diz.
A construção do viaduto entre o Bairro Alto e o Bacacheri piorou a situação dos pedestres, que ficaram sem espaço para a travessia da rodovia. Segundo o DNER, isso deve ser solucionado nos próximos dias, com a construção de um caminho provisório, para que os pedestres não tenham que disputar espaço com os carros na rua.
O coordenador do programa BR-Cidade, Clever Ubiratan de Almeida, diz que quando o novo acesso para a estrada de Colombo, o viaduto e o Contorno Leste estiverem prontos, haverá menos tráfego e, com isso, será mais fácil atravessar as pistas. Ele diz que não adianta a prefeitura pintar faixas de pedestres ‘‘porque os motoristas não respeitariam’’ e as passarelas nem sempre são usadas pelas pessoas. Pelo Trevo do Atuba passam diariamente 50 mil veículos.

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