Pedestre cobra ampanha educativa
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
A FOLHA também esteve na Avenida Duque de Caxias (zona sul de Londrina), onde há um botoeira no semáforo. Os pedestres praticamente ignoram o recurso pelo desconhecimento. Durante os 15 minutos em que a equipe ficou no local, nenhum pedestre apertou o botão. A dona de casa Aparecida dos Santos Luiz ficou aguardando o sinal fechar para atravessar a avenida. Ao ser questionada sobre o recurso, se mostrou surpresa. "Nunca tinha visto um e também não sei como funciona. Esperei o sinal fechar e confirmei se não tinha carro vindo. É como estou acostumada", contou Aparecida, que também não se mostrou confiante em relação ao equipamento. "Mesmo apertando o botão, acho que não dá para perder atenção, não é? Eu não confiaria", diz.
Elaine Francisco da Silva afirmou que vai sempre à prefeitura, mas que nunca havia reparado na botoeira. "Acho que tudo é uma questão de costume. Não uso o botão porque quase não se vê em Londrina. Morei quatro anos na Itália e lá isso existe em todos só sinais e é um recurso que funciona", comenta.
Elaine também ressalta que o recurso é uma boa solução para ruas e avenidas de maior movimento. "Mas não basta só implantar. Acho que é preciso investir em uma campanha educativa, pois o motorista vai ter que estar mais atento; o semáforo pode fechar a qualquer momento e o pedestre também terá que saber como proceder", aponta.
A caminho da zona norte, na Avenida Winston Churchill, os semáforos localizados em frente ao barracões da ZKF, não têm mais botoeiras. Segundo João Paulo Machado, que atua como segurança no local, o equipamento foi retirado há um bom tempo. "Era raro, mas tinha um ou outro que usava porque aqui o fluxo de pedestres é muito grande e muitos motoristas não respeitam o sinal. Apesar de ter limite de velocidade (60 km/h), não é todo dia que tem fiscalização", declarou.


