Treze pedagogos graduados no curso de Pedagogia com habilitação em orientação empresarial pelo Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon), desde dezembro de 1999, ainda não receberam o diploma. O curso, segundo os pedagogos, ainda não foi reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Graduados, mas sem a diplomação reconhecida, os profissionais estariam perdendo chances no mercado de trabalho. Inconformados, registraram queixa no Procon e pretendem mover ação judicial por perdas e danos.
Uma das pedagogas, Maria José Camargo da Silva, fez especialização em Design em Moda na Universidade Estadual de Londrina (UEL), mas está impedida de retirar o certificado por não poder comprovar a graduação. Ela reclamou que pretende fazer mestrado, mas também está impossibilitada. Depois de formada, Maria José fez dois concursos públicos e foi aprovada em ambos. Sem diploma, ela não pode assumir as vagas.
Alexandre Lourenço, outro pedagogo, fez especialização (pós-graduação) em Gestão Empresarial e ficou sem receber a diplomação. Ele atua na área da educação e informou que há uma cobrança por parte dos empregadores. ‘‘Quando poderemos comprovar que realmente fizemos uma graduação?’’, reclamou.
A pedagoga Maria José afirmou que no dia 7 de fevereiro do ano passado pagou R$ 82,00 para apressar a emissão do diploma. A direção do Cesulon teria assinado um diploma para ela no dia 8 de março. ‘‘Apresentei o diploma na UEL, mas ele não foi aceito porque o curso não é reconhecido’’, garantiu. O reconhecimento, segundo Maria José, foi solicitado pela faculdade somente em abril. Ainda de acordo ela, depois da graduação de 99, o Cesulon não ofertou mais o curso.
Segundo o diretor do Cesulon, Eleazar Ferreira, uma comissão do MEC visitou a faculdade em outubro do ano passado e emitiu um parecer favorável sobre o curso. O relatório foi entregue à Secretaria de Educação Superior (Sesu), em Brasília, que o repassou ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Ferreira afirmou que o reconhecimento do curso deve ser emitido dentro de dois meses.
A chefe de gabinete do Sesu, Elvira Maria Mello, confirmou a informação. Ela disse também que o curso obteve conceito C na avaliação do Sesu. Se for reconhecido, o Cesulon terá dois anos para sanar as deficiências apontadas pelo MEC. Em caso de não ser reconhecido, os pedagogos formados em 99 terão uma autorização especial para exercerem a profissão. ‘‘Os alunos não serão penalizados’’, afirmou Elvira Mello.

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