Pedagogos de escolas estaduais de Londrina se reuniram, ontem à tarde, para questionar as possíveis demissões de supervisores e coordenadores contratados por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS). A Secretaria de Estado de Educação (Seed) pode dispensar os pedagogos antes do período de um ano de trabalho previsto no contrato.
''Oficialmente, não fomos convocados para assinar a rescisão do contrato. Fomos comunicados pela imprensa e estamos preocupados com a queda na qualidade do ensino que essa medida provocaria'', afirmou a pedagoga Ana Lúcia Montenegro. Cerca de 180 profissionais foram contratados por meio do PSS, no início deste ano, para assumir as equipes técnico-pedagógicas até dezembro. Até então, boa parte desses cargos eram ocupados por professores concursados sem graduação em Pedagogia.
Agora, o governo acena com a transferência de professores concursados de 1 a 4 série, com formação pedagógica, para os cargos de supervisor e coordenador. ''E quem ficará nas salas-de-aula? O governo irá contratar professores que estão na lista de espera, nas classificações mais baixas do concurso e, portanto, despreparadas para ensinar as crianças'', aponta Ana Lúcia.
O presidente da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (Ules), Thiago de Abreu, afirmou que também é contra as demissões de pedagogos no meio do ano letivo. ''O pessoal que vem não conhece a realidade da escola. Os pedagogos são profissionais extremamente necessários e a substituição vai afetar a qualidade do ensino'', assinalou. (V.N.)

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