Não houve acordo. As 54 pedagogas que prestavam serviços ao governo do Estado nas escolas da região de Londrina e tiveram os contratos suspensos em junho deste ano, não conseguiram reverter a situação. A última esperança das profissionais em negociar uma recolocação foi descartada na manhã de ontem em uma reunião com o chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Rony Alves. ''Pelo menos eles prometeram que a rescisão contratual será paga no próximo dia 1º de setembro e não em janeiro de 2005, como tinham dito antes'', disse a pedagoga Fernanda Peres Dias Takao.
Ontem apenas sete profissionais estiveram na reunião no Núcleo, mas todas eram contratas pelo Processo Simplificado de Seleção (PSS) e tinham a expectativa de trabalharem até dezembro. Em junho, a Secretaria de Estado de Educação suspendeu os contratos alegando que as mudanças refletiam a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), ocorrido em maio. Na época, a secretaria informou que esse processo de seleção tinha caráter emergencial, sem status de concurso público e os contratos poderiam ser rescindidos a qualquer tempo.
Segundo o chefe do NRE, a esperança das pedagogas era de serem direcionadas para salas de aulas da 1 a 4 série, pois também teriam passado no PSS para esta função. ''Consultamos o regime jurídico do PSS para contratação, mas um dos artigos do edital diz que é vedada a recontratação destes profissionais no período de um ano'', explicou Alves.

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