Pedagogos dispensados tentam acordo com NRE
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quarta-feira, 28 de julho de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
A chefia do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina se reúne hoje pela manhã com um grupo de pedagogos que teve os contratos suspensos pelo governo do Estado no início de julho. Os profissionais foram contratados pelo Processo Simplificado de Seleção (PSS) e tinham a expectativa de trabalharem até dezembro. Mas em junho, a Secretaria de Estado de Educação suspendeu os contratos alegando que as mudanças refletiam a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), ocorrido em maio. Os pedagogos querem que o Estado os demita formalmente pois alegam que assim poderiam reassumir cargos em escolas de ensino básico. O NRE adiantou que essa possibilidade não existe.
À época, a dispensa dos pedagogos contratados pelo PSS foi justificada pela Secretaria de Estado de Educação como natural. Segundo informações da Secretaria, esse processo de seleção tinha caráter emergencial, sem status de concurso público e os contratos poderiam ser rescindidos a qualquer tempo.
A pedagoga Fernanda Peres Dias Takao foi uma das afetadas pela decisão do governo. Ela disse que a situação é temerária porque os pedagogos estão com os contratos e os vencimentos suspensos e o acerto de contas trabalhistas estaria previsto para aconter somente em janeiro do próximo ano. Com isso, destacou Fernanda, a melhor opção seria a demissão para que eles pudessem conseguir assumir salas de 1 a 4 série. Essas séries estariam com falta de professores porque muitos que assumiram estes cargos foram remanejados para a função de pedagogos, para suprir as vagas deixadas pelos profissionais suspensos.
O chefe do NRE, Rony dos Santos Alves, explicou que a dispensa ocorreu porque o governo decidiu contratar profissionais do quadro próprio do magistério que estão assumindo as funções de técnico pedagógico e professor pedagogo. Ele destacou que as escolas de ensino fundamental estão sendo transferidas para as administrações municipais e as dispensas precisavam acontecer. As rescisões atingiram esse pessoal porque, segundo Alves, eram os que tinham ''os contratos mais frágeis''.
Alves descartou qualquer chance de recontratação dos pedagogos dispensados, a não ser daqueles vinculados ao Paraná Educação. ''Essa possibilidade não existe porque o sistema não aceita a geração de um segundo contrato, nem mesmo com a demissão'', apontou. Ele também rebateu a afirmação de que os acertos trabalhistas estariam programados apenas para o início do próximo ano. ''Eles foram dispensados no início de julho e estão recebendo o que é de direito já'', garantiu o chefe do Núcleo.


