Ensinar estimulando o desenvolvimento afetivo da criança, dando respaldo para que ela desenvolva seu potencial com limites e criatividade dentro da escola. Esta é a proposta da ‘‘Pedagogia Afetiva’’, filosofia de ensino desenvolvida pela equipe de pedagogos do Colégio Máxi de Londrina. A filosofia norteia o novo material didático para pré-escola e primeiro grau editado recentemente pela instituição. O material está sendo usado por duas escolas no Japão que atendem brasileiros.
A pedagoga Maria Augusta Rossini, supervisora do material didático do Maxi, afirma que a instituição é a primeira a elaborar material didático com enfoque na afetividade para melhorar o aprendizado.
As crianças, diz, demonstram dificuldade de estabelecer relações afetivas na escola, com indisciplina e baixo aproveitamento. ‘‘Esta nova abordagem tenta restabelecer parte das referências de afeto nas relações que a criança mantém com o mundo’’, complementa.
Estabelecer limites, resgatar ritos (rotina) e mitos formam o tripé que sustenta a proposta pedagógica do Máxi. A pedagoga explica que a falta de tempo dos pais tem resultado em um excesso de concessões. ‘‘Muitos pais tentam substituir sua presença por coisas materiais e confundem limite com castigo’’, diz.
Na pré-escola, os limites são abordados com histórias infantis. Os alunos do pré trabalham questões como o perigo, o abandono e as relações com os pais, avós, irmãos e amigos.
Amplamente ilustrados, os temas dos 28 volumes estão interligados. E embora as histórias conduzam o aprendizado em todas séries, muda a abordagem. Nos volumes da 3ª série, por exemplo, as histórias ganham um tom de sátira.
O Colégio Máxi e outras 16 escolas da região, conveniadas da instituição, começaram a utilizar o novo material didático no começo deste ano. ‘‘Os resultados têm sido excelentes. A criança se interessa e participa mais das aulas’’, comenta a pedagoga.Paulo WolfgangMaria Augusta e Alceu Macuco, diretor do Colégio Máxi, com o materialCélia Baroni

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