A Marcha pelo Brasil deve abrir as cancelas das praças de pedágio de São Luis do Purunã e Colônia Witmarsum, entre Ponta Grossa e Curitiba, por cerca de 30 minutos no sábado, em pleno feridão. A ação seria semelhante ao que ocorreu em outros pontos de pedágio por onde o movimento passou anteriormente.
A assessoria da Rodonorte, concessionária que administra o trecho, afirmou que não vai permitir a passagem de veículos que não tenham ligação com a marcha. As cancelas estarão abertas somente para quem participa do movimento. Apesar do impasse, são poucas as possibilidades de confronto. Os dois lados querem manifestação pacífica. ‘‘Até agora não houve nenhum incidente grave’’, disse o sindicalista José Daniel Farias, um dos coordenadores do movimento.
A paz aparente não esconde a posição dos trabalhadores, que são contra o pedágio. ‘‘As entidades que coordenam a marcha são contra o pedágio porque acham que o governo tem o dever de manter as rodovias em condições de pleno funcionamento e por ferir o direito de ir e vir’’, afirmou a coordenação da marcha em nota à imprensa.
Apesar da posição da Rodonorte, a expectativa de Farias é de que os veículos passem livremente pela praça de pedágio. Os trabalhadores entregarão, ao mesmo tempo, panfletos onde pedem apoio da comunidade às lutas no campo. A marcha é organizada em 18 Estados brasileiros pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Pastoral Operária. São cerca de 70 colunas, com quase 12 mil pessoas.
No Paraná, conforme Farias, as colunas devem chegar sábado a Ponta Grossa, onde ficam até terça-feira. De lá quando partem em direção a Curitiba para a concentração que acontece às 8 horas, no Parque Barigui. Em Ponta Grossa, os trabalhadores participam do desfile de 7 de setembro. Distribuídos em bloco, eles pretendem denunciar o que consideram o descaso do governo com a saúde, geração de emprego, educação e reforma agrária.

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