Pedágio começa a ser cobrado até junho
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de fevereiro de 1998
Vânia Casado 
Os postos de pedágios que serão instalados nas rodovias do Anel de Integração passarão a cobrar as tarifas entre maio e junho deste ano, depois de encerrado o prazo de seis meses para realização das obras emergenciais de recuperação. A cobrança do pedágio já está sendo criticada pelos usuários, que esperavam a cobrança somente após a duplicação das rodovias. O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná, com sede em Curitiba, não concorda em pagar o pedágio antes da duplicação.
O programa de concessão de rodovias do Paraná prevê a instalação de 26 postos de pedágio nos 2.035,5 quilômetros de estradas que compõem o Anel de Integração, com uma distância média de 80 quilômetros entre um posto e outro. As tarifas deverão ser pagas na ida e na volta. Para automóveis, a tarifa vai variar de R$ 1,90 a R$ 3,80. Para caminhões com cinco eixos (transporte de grãos e cargas pesadas com capacidade para 25 toneladas), o valor oscila entre R$ 9,50 e R$ 19,00. A variação dos preços é determinada pelo custo do investimento e pelo volume de tráfego nos trechos das rodovias, informou o Departamento de Concessão de Rodovias da Secretaria dos Transportes.
A Secretaria dos Transportes admite que a duplicação das rodovias será financiada com os recursos arrecadados pelo pedágio, mas ressalta que não há outra solução para melhorar as estradas. Segundo a secretaria, nesses primeiros seis meses em que estão sendo realizadas obras consideradas emergenciais (tapa-buracos, limpeza, consertos da drenagem, sinalização horizontal e vertical provisória), as empresas concessionárias estão investindo R$ 90 milhões nos seis trechos que compõem o Anel.
O cronograma prevê investimentos de R$ 3,3 bilhões em 24 anos. Nesse período deverão ser duplicados 855 quilômetros de estradas, construídos 283 quilômetros de marginais, 26 quilômetros de contornos com pistas simples, 201 quilômetros de contornos com pistas duplas e 377 quilômetros de terceiras faixas. Deverão ser eliminados os pontos de alto risco de acidentes em 132 quilômetros de estradas e instalados 156 quilômetros de barreiras entre uma pista e outra, além de 435 trincheiras e 21 passarelas.
Segundo a secretaria, todas essas obras e os serviços oferecidos serão financiados com recursos arrecadados pelo pedágio, cabendo ao usuário medir a relação custo-benefício da tarifa. Com a melhoria das rodovias, a avaliação oficial é que os gastos com a manutenção dos veículos serão reduzidos em 38%. O custo de manutenção das frotas de caminhões deverá cair e também o tempo de percurso do frete. As viagens serão mais rápidas e seguras, garante um técnico da Secretaria dos Transportes.
As concessionárias se comprometem ainda a oferecer serviços de segurança ao usuário, como uma ambulância do Siate, atendimento mecânico, veículos de inspeção transitando 24 horas por dia nos trechos do Anel de Integração.


