O pecuarista e escrivão de polícia aposentado foi encontrado morto por volta das 13 horas de ontem em Umuarama. O fazendeiro foi assassinado, com nove perfurações, provavelmente facadas, e dois tiros. O autor ou autores do homicídio ainda degolaram Ziliotto e arrancaram a língua dele.
O pecuarista estava desaparecido desde anteontem de manhã, quando saiu de casa de caminhonete F-1000 para ir à Fazenda Ipê, de sua propriedade, na Estrada São Tomé, distante cerca de 15 quilômetros da cidade. A caminhonete F-1000 vermelha, ano 93, placa ADN 0765, está desaparecida, o que leva a polícia a acreditar na hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Mas não está descartada a hipótese de Zilioto ter sido morto por vingança, por exemplo, dada à brutalidade do crime.
O corpo, bastante mutilado, foi encontrado por um funcionário da fazenda vizinha à de Ziliotto, Cícero Aparecido Leonel Torrezan. O corpo estava numa plantação de capim, a 50 metros da estrada. No local, havia rastros e sinais de que a caminhonete retornou na estrada em direção à PR-323, ligação com Guaíra. Ziliotto apresentava perfurações nos braços, no pescoço e no peito.
Também foi atingido de raspão no nariz. Havia sinais nos pulsos, tornozelos e pescoço e pode ter sido amarrado. O médico-legista Everaldo Azevedo calcula que o pecuarista tenha sido morto ainda na segunda-feira de manhã. Depois de liberado pelo IML, o corpo foi velado durante duas horas na Câmara Municipal e sepultado por volta das 18h30.
Ghotardo Ziliotto foi visto pela última vez ao sair de casa, na Rua Arapongas, às 7 horas de segunda-feira para ir à fazenda. Ele não chegou à propriedade e ontem de manhã o filho dele, o dentista Welllington Vargas Ziliotto registrou queixa do desaparecimento. Com a ajuda da polícia, parentes e amigos organizaram buscas à fazenda e propriedades vizinhas.
Natural de Vacaria (RS), Ziliotto morava em Umuarama há mais de 35 anos. Foi escrivão de polícia até 1984, quando se aposentou e passou a se dedicar apenas à pecuária. Várias vezes, foi diretor da Sociedade Rural de Umuarama e participava ativamente. Amiga da família, a pecuarista Carmem Castaldi disse que a mulher de Ziliotto, Terezinha e os dois filhos, Wellington e Everton, estão chocados.
‘‘A família não tem a menor idéia do que pode ter acontecido’’, disse Carmem. O delegado distrital de Umuarama, Cícero Batista, que preside o caso, não quis adiantar nada sobre as investigações.

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