O pecuarista londrinense Maurício Cardoso, acusado de ter matado o irmão Roberto Cardoso (foto), se apresentou no último dia 13 ao delegado Napoleão Rodrigues Júnior, de Sete Quedas (MS), onde ocorreu o crime, e alegou legítima defesa. O crime ocorreu em 8 de novembro. Maurício se apresentou acompanhado pelo advogado Marcelo Leal. Segundo Maurício, a briga teria começado com uma discussão sobre plantio de milho nas fazendas da família Cardoso, naquela região.
Após a discussão e gravemente ferido, Roberto foi socorrido pelos empregados da fazenda Nevada, onde ocorreu o crime. Ele foi trazido para Londrina, mas não resistiu aos ferimentos. A necrópsia apontou que a morte foi provocada por traumatismo craniano.
Os irmãos moravam em sedes diferentes da mesma fazenda. Segundo Maurício, na noite que antecedeu o crime o irmão passou em sua casa e os dois foram para uma danceteria em Sete Quedas. A discussão teria começado naquele local, quando conversavam sobre um financiamento para plantio de milho.
Roberto teria dito que não plantaria mais milho, pois já havia comprado bois com a parte que lhe cabia do financiamento. Maurício enfatizou que na ocasião o irmão também teria dito que queria uma parte dos lucros do milho, pois a lavoura iria abranger terras que ele ocupava para criação de gado. Maurício disse que resolveu voltar para casa para não dar continuidade à discussão.
No seu depoimento, Maurício contou que foi surpreendido por Roberto em seu quarto dizendo que iria matá-lo. Primeiro recebeu um murro do irmão e daí entrou em luta corporal com ele. Durante a confusão, Roberto teria se armado com ferro de marcar gado. Maurício disse que conseguiu tirar o instrumento do irmão e desferir-lhe golpes. Machucado, Roberto teria saído da casa. Minutos depois, teria retornado armado com uma espingarda. Segundo as declarações de Maurício, a briga recomeçou e ele teria conseguido tirar a arma do irmão e com ela desferir-lhe diversos golpes até que caísse no chão. Ele disse ainda que após a luta retornou para o interior da casa e caiu desmaiado em virtude dos ferimentos que recebeu.
Dois dias depois do crime, o advogado Marcelo Leal se prontificou a apresentar Maurício para prestar depoimento na polícia. O delegado Napoleão Junior pediu um tempo para melhor investigar o caso e somente agora resolveu chamá-lo para prestar depoimento. De acordo com o laudo toxicológico, Roberto estaria embriagado na hora em que brigou com o irmão. O delegado Napoleão está esperando o laudo de levantamento do local, que deverá ser entregue pelo Instituto de Criminalística, para concluir o inquérito.

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