Pechincha é garantia de concluir obra
Além da participação de familiares, outra particularidade dos mutirões é a pechincha na hora de comprar o material de construção. ''A concorrência é muita. É uma briga de foice. Por isso é comum a pessoa voltar várias vezes para tentar cobrir um orçamento'', declarou Jairo Lopes de Melo, 46 anos, sócio de uma loja de materiais de construção no Jardim Piza (Zona Sul).
De acordo com o comerciante, o preço é a principal exigência da clientela. ''O cliente sempre busca qualidade mas dentro do limite de cada um'', constatou. ''Por exemplo, o (milheiro do) tijolo custa em média R$ 140. Alguns preferem levar o que custa cerca de R$ 80'', completou.
Um exemplo deste freguês econômico é o metalúrgico Eli Souza Lima, 21. ''Vou em várias lojas antes de comprar, sempre levando um orçamento para o comerciante cobrir'', afirmou.
A facilidade da entrega é outro ponto destacado por Melo. Com a loja há 13 anos na região, ele já tem clientela formada. Grande parte são moradores da própria Zona Sul. ''Às vezes, com o custo da entrega, não compensa comprar o material de construção numa loja distante'', enfatizou.
Segundo o metalúrgico Pedro Fonseca, 39, que está ajudando na obra da casa da irmã no Jardim Vale Azul (Zona Leste), a necessidade de economizar e o desemprego são os fatores que levam os próprios moradores a trabalhar nas obras nos dias folga. ''Pra descansar, a gente carrega tijolo'', brincou.





