Marcos NegriniOperação de rotinaPoliciais apreendem peças para ser examinadas pelo Instituto de CriminalísticaA polícia apreendeu ontem em cinco lojas de ferro-velho de Maringá 20 peças usadas de carros para ser periciadas pelo Instituto de Criminalística. Se a origem das peças não for identificada, serão abertos inquéritos com base nos artigos 155 (furto) e 180 (receptação) do Código Penal. As buscas nesses estabelecimentos comerciais são realizadas pela polícia a cada dois meses.
No ferro-velho Canguru Comércio e Peças, localizado na avenida Morangueira, no Jardim Alvorada, o delegado Pedro Brambila apreendeu e encaminhou para a perícia duas caixas de câmbio, dois diferenciais e uma placa, que estava jogada num depósito. ‘‘Vamos conferir todas as notas fiscais e saber as origens dessas peças que recolhemos’’, informou.
Uma das peças - a caixa de câmbio de um Gol ano 88 - estava com o número original de fábrica (30094) riscado. ‘‘Costumamos levar quatro ou cinco peças de cada loja para fazer uma sondagem. O problema é que existem nesta loja mais de 50 portas usadas de automóveis e nenhuma delas tem sequer um amassadinho. Pelo que sei, um ferro-velho só compra carros batidos. Precisamos saber de onde vêm essas peças, por isso vamos conferir todas as notas com muito cuidado’’, disse o delegado.
A gerente do ferro-velho, Helena Rodrigues, cunhada do proprietário Paulo Alexandre Pereira Bezerra, garantiu que não compra lotes de peças usadas: ‘‘Só compramos de concessionárias da região, de terceiros (carros batidos com documentação em ordem) ou de leilão’’.

mockup