Peças de museu são catalogadas
Elisa Marilia Carneiro
De Curitiba
As peças que compõem o acervo do Museu David Carneiro começaram ontem a ser catalogadas e embaladas, numa ação conjunta do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), governos do Estado e município e da família do historiador. O objetivo desse trabalho é preservar os objetos referentes à história do Paraná - mais especificamente, à Revolução Federalista - que ainda estão no antigo prédio do museu e encontrar um local adequado para expô-los.
Uma outra parte do museu - peças da história do Império e da República do Brasil -, estão em poder do Iphan, que é atualmente seu fiel depositário. São peças importantíssimas, de um valor inigualável. O Paraná merece que seu povo conheça melhor sua história e o Museu David Carneiro, que cumpriu durante mais de seis décadas esse papel, agora deve resgatá-lo, reconhece o diretor da Regional do Iphan, José La Pastina.
Conhecedor da importância do museu, La Pastina diz que uma das questões mais honrosas é a de levar até Paranaguá, no dia do seu aniversário, o Pelourinho da cidade - coluna, onde os escravos ficavam presos, em praça pública. Esse é o segundo Pelourinho existente em todo o Brasil. Só Alcântara, no Maranhão, tem o seu preservado. O Marco Zero da Estrada de Ferro também vai tomar seu lugar na cidade histórica.
Trabalham na identificação das peças, oito funcionários: três do Iphan, três da Secretaria de Estado da Cultura e dois da Fundação Cultural de Curitiba. A supervisão é do diretor do Iphan e um membro da família acompanha e auxilia a catalogação.
Além desses, o arqueólogo Antônio Cavalheiro faz a análise dos objetos referentes às nações indígenas e de Arqueologia. O museu guarda muita coisa da pré-história, dos povos que habitaram o Paraná. A separação das peças começou a ser feita por categoria para depois serem catalogadas, com as outras.
Depois de várias reuniões com representantes da família Carneiro, José La Pastina, a secretária de Estado da Cultura, Lúcia Camargo, e com a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Margarita Sansone, ficou acertado que num trabalho conjunto, o acervo seria catalogado para ser oferecido ao Estado e empresas privadas, que tiverem interesse de preservá-las.





