O diretor da Penitenciária Central do Estado (PCE), Luiz Carlos Couto, afirmou ontem que solicitou a remoção para outras unidades de todas as testemunhas de casos polêmicos – como o de Joarez França Costa, o Caboclinho. O pedido foi feito para a Vara de Execuções Penais (VEP). De acordo com ele, a PCE não tem segurança necessária para garantir a integridade física das testemunhas. ‘‘Num local menor, eles teriam mais segurança.’’
Couto falou que existe uma ala de segurança máxima para presos que cometem falta disciplinar (tráfico ou consumo de drogas, por exemplo) ou no ‘seguro’ (presos marcados por outros detentos para morrer). Mas a ala conta com apenas 19 vagas, já superlotadas. Para improvisar, foi separada a quinta galeria da penitenciária para atender presos no seguro. Estes presos não podem sair para convívio social. Para ir para a ala de segurança máxima o preso precisa dizer que está sendo ameaçado e que corre risco de vida. Mas tem que assinar um termo e dizer os nomes dos detentos que querem matá-lo.
Apesar de ser uma das testemunhas do caso Caboclinho, Orlei Martins não estava na ala de segurança máxima. Cristiano Voltolini, apontado por Maria Cubas como um dos próximos presos marcados para morrer, também está no convívio com os demais presos. ‘‘Ele disse que não achava que estava marcado para morrer’’, contou Couto.
Claudemir Rodrigues Alves, uma das testemunhas de acusação de Caboclinho, foi transferido para a quinta galeria, onde ficam os detentos que correm risco de vida. Ele assinou um termo e se sente ameaçado pelo Caboclinho. (L.P.)

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