Ontem, a direção da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, ainda não sabia do paradeiro do detento Carlos Roberto Minoto, condenado por assalto. Ele desaparecu na última quinta-feira. Durante dois dias a Polícia Militar fez uma operação pente-fino em todas as celas e dependências internas. Foram feitas vistorias nos túneis, encanamentos e bueiros da unidade penitenciária, mas ele não foi encontrado. ''Temos que descartar primeiro a hipótese dele estar aqui dentro da PCE. Ou escondido em alguma cela, ou morto'', disse o diretor da PCE, tenente-coronel Nemésio Xavier de França.
A hipótese de morte não foi bem aceita pelo coordenador do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), Pedro Marcondes. ''Se tivesse havido morte, nós já saberíamos'', disse ele. Marcondes suspeita de fuga facilitada por um agente peninteciário ou por um PM. ''Só pode ser fuga, o que nos resta é esclarecer as circunstâncias dos fatos. Se houve conivência, ou facilitação de fuga, vamos responsabilizar os culpados.''
Caso seja comprovada a facilitação de fuga, que é ato criminoso, o agente ou policial poderá ser exonerado do cargo e terá que responder inquérito criminal. No domingo, quando foi suspensa a visita de familiares na PCE por causa de duas tentativas de fuga, mulheres de presos denunciaram que Minoto teria deixado a penitenciária vestido como soldado pelo portão da frente. ''Se isto for verdade, precisamos que estas mulheres se apresentem. Queremos ouvi-las na sindicância interna. Não para puni-las e sim para esclarecer a fuga'', considerou. (L.P.)

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