Foi libertada por volta das 16 horas de ontem, sem pagamento do resgate, uma empresária de Londrina que havia sido sequestrada no final da tarde de 8 de novembro. A ação, segundo a polícia, foi planejada e comandada de dentro da Penitenciária de Assis (SP) pelo detento Jéferson Elifas da Silva Sanches, 28 anos, conhecido por ''Latrô''. Ele é apontado como um dos principais líderes atuais da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Outras duas mulheres foram presas acusadas de participação no crime.
Segundo o delegado do Grupo Tigre, Riad Farhat, a vítima de 34 anos tem uma empresa em Ibiporã (14 km a leste de Londrina) e foi surpreendida por três homens armados no final da tarde do dia 8, quando retornava para sua residência em Londrina. Ela foi levada em seu carro - um Golf branco - para um cativeiro em algum ponto de mata na Zona Sul. Depois, ela teria sido levado para outro ponto, na mesma região. Os sequestradores fizeram o primeiro contato com a família poucas horas depois da ação e exigiram o pagamento de um valor não divulgado para liberar a vítima. O carro da vítima foi abandonado no estacionamento da Prefeitura de Rolândia.
Familiares da empresária comunicaram imediatamente o fato à Polícia Civil que acionou o Grupo Tigre, especializado neste tipo de ação. Sem revelar detalhes do trabalho, a polícia disse que conseguiu identificar Sanches, o mentor do crime. Ele estaria comandando o sequestro por telefone celular de dentro da Penitenciária de Assis (SP).
Em Londrina, Sanches teria arregimentado Leandra Mariano dos Santos, 25 anos, e Érika Maria Martins Miguel, 31 anos. Uma teria escrito mensagens para familiares da vítima enquanto a outra estaria encarregada de estabelecer os prováveis endereços para pagamento do resgate. Única a falar com a imprensa, Érika declarou inocência e disse que nada sabia sobre o crime.
Os planos iniciais da polícia, segundo o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, eram surpreender a quadrilha no cativeiro mas como os criminosos prometiam cortar um dedo da vítima ontem pela manhã caso o resgate não fosse pago, Sanches foi trazido para Londrina e ''convencido'' a exigir a libertação da refém.
No meio da tarde, a empresária foi deixada nas proximidades do 5º Batalhão da PM (Zona Sul). Desorientada, com escoriações pelo corpo e bastante debilitada por ter ficado os cinco dias de cativeiro sem tomar água e com comida escassa, a empresária não soube identificar exatamente onde ficavam os cativeiros. As investigações apontam que ela ficou em barracas no meio de uma mata nas proximidades da Estrada da Cegonha (Zona Sul).
A polícia continua as investigações para descobrir a identidade de pelo menos outras cinco pessoas suspeitas de estarem envolvidas no sequestro.

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