Maigue Gueths
De Curitiba
As polícias Civil e Militar uniram-se em uma operação, realizada durante todo o dia de ontem, fazendo bloqueios em pontos estratégicos da cidade, no sentido de coibir a atuação dos assaltantes de bancos. O maior número de assaltos acontece justamente nos cinco primeiros dias do mês, quando as agências bancárias costumam receber grande quantidade de dinheiro para efetuar pagamentos de salários.
A operação de ontem envolveu a Polícia de Choque da Polícia Militar, com 80 policiais e 22 viaturas e o Centro de Operações Especiais da Polícia Civil (Cope) com 25 policiais e dez viaturas. Os policiais ficaram de campana em alguns pontos no centro da cidade, de grande concentração de agências bancárias, como a Praça Zacarias, Rua Monsenhor Celso e Rua Mariano Torres na esquina com a Avenida Marechal Deodoro. Viaturas também ficaram paradas em pontos da periferia, como a Avenida Marechal Floriano na Vila Hauer e nas estradas de saída da capital. Segundo o major Silvio Santos Sarmento, comandante da Companhia de Choque, acontecem uma média de três assaltos a banco no início de cada mês e a intenção é continuar com esse tipo de operação.
Esta é a terceira vez que as polícias Militar e Civil do Paraná deixam suas divergências de lado e realizam operações conjuntas. Segundo o delegado geral Ricardo Képes Noronha, a primeira vez aconteceu na terça-feira, e a segunda foi na quarta-feira, quando não foi registrado nenhum assalto na cidade. A partir dessas experiências, segundo Noronha, os comandos das polícias Civil e Militar pretendem estabelecer um banco de dados conjunto, de modo a ter todas as informações de crimes e ocorrências da cidade centralizadas. ‘‘Vamos poder acessar o banco de dados e saber os tipos de crime, as áreas de maior incidência, o modo de operação e até os horários em que ocorrem’’, disse. Noronha acredita que o sistema esteja implantado no prazo de 60 dias.

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