Luciana Pombo
De Curitiba
A construção de uma cadeia pública na Grande Curitiba para abrigar todas as pessoas presas em flagrante e que, atualmente, são encaminhadas aos distritos policiais. Este é o objetivo de um projeto apresentado ontem, durante as comemorações dos 146 anos da Polícia Civil, em Curitiba, pelo delegado Clóvis Galvão Gomes, chefe da Divisão da Capital.
A intenção é construir a cadeia numa área não residencial e de forma econômica. ‘‘Poderíamos levar a cadeia para Piraquara, na região onde estão os presídios, e construir com a mão-de-obra dos presos’’, afirmou Galvão. A maquete da nova cadeia está pronta e o projeto deverá ser levado esta semana para a apreciação da Secretaria de Estado da Segurança Pública.
A cadeia pública, de acordo com o projeto, seria construída em diagonal e a partir do primeiro andar. ‘‘A obra é inteligente. Descobri que 95% das fugas ocorrem pelo solo e, por esta razão, as prisões começam no primeiro andar. Se alguém tentar fugir, cairá no solo’’, argumentou. A previsão é que sejam feitos apenas três andares. O último seria um pátio para que os presos possam tomar sol.
A capacidade da cadeia seria para 1,2 mil presos. De acordo com Clóvis Galvão Gomes, o maior problema é conseguir os recursos para o início das obras. ‘‘Vamos fazer visitas à Secretaria de Obras, Estado, governo federal. Temos a certeza que conseguiremos os recursos necessários e concluiremos as obras em um ano’’, salientou.
O delegado geral da Polícia Civil, Newton Tadeu Rocha, concorda com a implantação do projeto. ‘‘Não temos como continuarmos da forma como estamos. O problema da superlotação das cadeias é antigo e poderíamos resolver isto’’, afirmou ele. De acordo com Rocha, um terço dos policiais civis são desviados da função para cuidar de presos. ‘‘A polícia não tem preparo para cuidar de presos’’, argumentou.

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