Um trabalho diferente está sendo realizado na zona rural de Guarapuava. Equipes da Companhia de Serviços de Urbanização de Guarapuava (Surg) estão pavimentando com pedras irregulares distritos e localidades, calçando as áreas mais críticas. As primeiras regiões beneficiadas foram a Serra da Guabiroba, o distrito de Palmeirinha, a área próxima ao Colégio Agrícola Arlindo Ribeiro, nas proximidades de Taguá e de Lontrão.
A principal vantagem, segundo a companhia, é a durabilidade. Na região do Taguá e Lontrão, nos primeiros 12 quilômetros, a Surg está implantando de forma permanente a pavimentação com pedra irregular. Com isso, os produtores não terão mais que se preocupar com os períodos de chuvas, onde ficavam impossibilitados de escoar a produção.
A pavimentação com pedra irregular pretende resolver de forma definitiva os problemas de atoleiros que eram constantes em serras e baixadas, garantem os técnicos. Medidas como essa facilitam o deslocamento dos moradores e reforçam a permanência do homem no campo. ''Em alguns locais, até nos dias de sol, os produtores encontravam dificuldades e a pedra irregular já está facilitando a vida do morador de nossos distritos'', comentou o secretário de Obras, César Sanchez.
Conforme a prefeitura, nessa primeira fase os pontos críticos serão resolvidos, mas o trabalho poderá ter sequência com uma pavimentação total no interior. A iniciativa também serve como complemento ao projeto de incentivo ao turismo, que deve ser lançado em outubro. A idéia é deixar as estradas em condições de tráfego durante o ano todo, em especial, nas vias que dão acesso a pontos turísticos ainda não explorados. Muitos desses locais não contam com infra-estrutura, em especial por estarem em propriedades particulares.
O calçamento com pedras irregulares seria o primeiro passo para a implantação do projeto de estímulo ao turismo, que teria como contrapartida a ação dos proprietários e empresários. À iniciativa privada caberia a adequação dos pontos, com a colocação de churrasqueiras, banheiros, mesas, pias e a oferta de serviços básicos. Em tempos de legislação ferrenha e escassez de recursos, a parceria, a divisão de atribuições, parece ser a melhor opção para o desenvolvimento econômico da cidade e da região. Talvez assim, a beleza do Salto do Curucaca, que está no terreno de uma grande indústria papeleira, possa ganhar o destaque que merece.

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