O governador em exercício Flávio Arns autorizou nesta semana a liberação de mais de R$ 7,4 milhões para obras de pavimentação poliédrica (com pedras irregulares) em 17 municípios da região Sudoeste do Estado. Desde janeiro de 2011, o Governo do Paraná já repassou mais de R$ 65,2 milhões para 72 municípios executarem obras com essa técnica, também conhecida como calçamento. Utilizada em vias urbanas e estradas rurais, a pavimentação com pedras é econômica e tem ainda a vantagem de aproveitar mão de obra local.

A técnica é utilizada preferencialmente em vias de pequenas comunidades localizadas em áreas rurais. Sua aplicabilidade depende do tipo do terreno, do tráfego no local e também da disponibilidade de pedras. Por isso, não pode ser utilizada em qualquer situação.

O governo tem liberado recursos para pavimentação poliédrica por meio de duas secretarias: a de Infraestrutura e Logística e a de Desenvolvimento Urbano. Os recursos são repassados por meio de convênio com as prefeituras, que oferecem contrapartida financeira equivalente a 20% do investimento total.

De acordo com o diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Paulo Melani, a pavimentação irregular é característica da região Sudoeste do Estado, por conta da declividade dos terrenos e da grande quantidade de pedreiras existentes.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano – por meio do Paranacidade – atendeu, desde janeiro do ano passado, 26 municípios com pavimentação poliédrica para vias urbanas. O valor total financiado até agora é de R$ 11,705 milhões.

O superintendente executivo do Paranacidade, Wellington Dalmaz, explicou que este tipo de pavimentação tem como vantagens a economicidade e a eficiência. De acordo com a Sedu, o custo médio do quilômetro de pavimentação com pedras irregulares é R$ 282 mil, enquanto com o asfalto é de R$ 616 mil.

"Outra vantagem é que os próprios funcionários da prefeitura fazem a manutenção do pavimento, com o reencaixe ou substituição de pedras. Assim a via não fica danificada por muito tempo", afirmou. Ele lembrou também que muitos municípios paranaenses não têm usinas de produção de asfalto, o que aumentaria o preço final.

O diretor do DER, Paulo Melani, disse que a técnica também é uma fonte de renda e geração de empregos para os municípios, por utilizar mão de obra local. "Por frente de trabalho, em média, estão envolvidos mais de 30 trabalhadores, podendo chegar a 50 pessoas empregadas diretamente por trecho de obra", disse. Entre os trabalhadores estão cortadores de pedra, transportadores de carga, cancheiros (profissionais que preparam a área para o assentamento da pedra) e assentadores de pedra.

A pavimentação com pedras irregulares é precedida de trabalhos de topografia (nivelamento do relevo) e patrolamento (utilização de patrola, um tipo de máquina de terraplenagem) para regularizar o traçado da rua. Depois as pedras são assentadas uma a uma, manualmente. Concluída essa etapa, um rolo compactador é passado para nivelar e firmar as pedras.

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