Apucarana - Depois do hiato do ano passado, provocado pela epidemia de gripe suína, o tradicional desfile cívico-militar em celebração à Independência do Brasil foi retomado este ano em Apucarana (Norte). Mas a comemoração deste ano não foi marcada apenas pela passagem do 30º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMtz), sediado na cidade. As muitas escolas e entidades que participaram do desfile aproveitaram a presença da multidão para levantar reflexões sobre devastação do meio ambiente, uso de álcool e outras drogas e respeito ao direito de idosos, crianças e adolescentes, entre outros temas.

Como já é tradição, os 400 homens do 30º BIMtz abriram o desfile que percorreu quase toda a extensão da Avenida Curitiba. Desfilaram os fuzileiros, a Banda de Música, os veículos oficiais e as crianças que integram o Projeto Força no Esporte. Na calçada, um grande público se apertava para ver de perto cada detalhe. ''A participação popular está muito representativa. Não diria que este é um reconhecimento ao Exército, mas sim a todos nossos antepassados, que permitiram que hoje o Brasil seja uma das nações mais desenvolvidas do mundo'', destacou o comandante do 30º Batalhão, coronel José Roberto Soares Paes.

Concluída a passagem das Forças Armadas, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros - instituição das mais aplaudidas - cumpriram também o ritual. Trazendo no colo o filho Luan Felipe, 3 anos, o chefe de oficina Elias Konevalik considerou importante participar deste tipo de celebração popular. ''Reforça o patriotismo'', valorizou, completando que a esposa Ana Paula, professora da rede pública, também iria desfilar.

Na sequência, completaram o desfile formado por 12 mil pessoas escolas e entidades. Elas aproveitaram para levar ao público mensagens que, de alguma forma, pudessem fazer a diferença não só no 7 de setembro mas durante todo o resto do ano. Neste contexto, escolas vestiram crianças como bichos e plantas para alertar sobre a devastação do meio ambiente e lembrar que é o próprio homem o responsável por essa destruição.

A aposentada Diva Gravena, 63 anos, integrou o grupo da terceira que levava mensagens exigindo respeito aos direitos dos idosos. ''Procuramos chamar a atenção para que as pessoas passem a respeitar nossos direitos.''

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