Para passar em medicina na UEL, Bruno Cunha adotou um método de estudo denominado Pomodoro. "Eu estudava por 25 minutos e descansava cinco para não desgastar muito. Fazia quatro períodos assim para poder descansar por 25 minutos. Conforme a rotina, eu aumentava esse período", explicou.

Depois de assistir aulas do cursinho pré-vestibular da UEL à noite, na manhã do dia seguinte estudava em casa e focava na resolução dos exercícios. "Para as matérias específicas fazia simulados on-line. Utilizava as plataformas chamadas Biologia Total e Química em ação. Esses dois sites possuem videoaulas, simulados e ajudam bastante na preparação", observou.

Segundo o jovem de 18 anos, uma professora indicou outro site chamado Descomplica, que oferece várias dicas de estudo. "Por meio dele conheci outras plataformas on-line, com canais no Youtube."

Cunha contou que também usava mapas mentais, que é um tipo de diagrama voltado para a gestão de informações. "Eu não usava muito os resumos para estudar. Mas sempre procurava explicar para alguém o conteúdo, porque isso ajuda a memorizar também. Quando não encontrava ninguém para explicar as coisas, eu ficava diante do espelho e dava aulas para mim mesmo para ajudar na memorização do conteúdo", revelou.

Ele ressaltou que para estudar o conteúdo on-line é preciso ter bastante disciplina, pois há muitas distrações. Disse que fez um curso de coaching, em que foi orientado como estudar corretamente. "Esse curso me ensinou algumas técnicas de estudos e explicou que muito estudantes estão cheio de gás no começo do ano, mas quando chega na metade do ano ou próximo do vestibular o aluno já está cansado, desanimado. Mas o que foi ensinado no curso é que se você quer cursar medicina, isso não pode acontecer. Batalhe que você vai conseguir", apontou.

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