Mesmo registrando índices crescentes de furtos e assaltos à mão armada nas propriedades rurais de Londrina e região, o 5º Batalhão da Polícia Militar continua enfrentando dificuldades para realizar a patrulha ostensiva nos distritos. O novo veículo, solicitado à Secretaria de Segurança Pública desde o início do ano, não tem previsão para chegar ao batalhão.
Com o caso ocorrido ontem em Ibiporã (veja reportagem nesta página), já são seis o número de assaltos registrados em propriedades rurais somente este mês. Dois deles com reféns. Segundo dados do 5º BPM, entre janeiro e junho deste ano, o número de furtos e roubos totaliza 56 ocorrências (veja quadro). Para o comandante do batalhão, tenente-coronel Rubens Guimarães, a grande extensão da área vistoriada é o principal fator que dificulta a ação dos policiais. ‘‘Temos duas equipes sediadas em Cambé e Tamarana que integram a Patrulha Rural de toda a região, além de outro grupo que auxilia o trabalho em Ibiporã. Mesmo se contássemos com mais um veículo, ainda ficaria difícil percorrer todas as propriedades porque a área é muito grande’’, disse Guimarães, destacando que o pedido de um jipe, solicitado ao comando em Curitiba, ainda não foi atendido.
Uma das sugestões do comandante seria implantar um sistema de rádio-amador nos sítios e fazendas. ‘‘Apresentamos essa proposta durante uma reunião, mas não tivemos retorno. Os rádios poderiam facilitar os chamados e agilizar o atendimento’’. Segundo o secretário de Agricultura e integrante do Conselho de Desenvolvimento Rural, Nilson Ladeia, a proposta ainda está em ‘‘fase de amadurecimento’’, porque seria um projeto caro e com resultados a médio prazo. ‘‘Estamos buscando ações emergenciais, como a ação do Conselho Tutelar nos distritos. Em muitos casos os menores que vivem no bairro são os responsáveis pelo delito, mas não podem ser detidos’’, explicou, lembrando que a população está assustada com os crimes porque eles são recentes.
Para os habitantes dos distritos, o maior problema continua sendo a falta de policiais fixos. A Associação de Moradores de Lerroville (zona sul), por exemplo, chegou a reformar e mobiliar um módulo policial para receber soldados, mas o local continua vazio.

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