Curitiba - As escolas estaduais Lúcia Bastos e Luíza Ross, no bairro Boqueirão, em Curitiba, foram alvo na noite de anteontem da segunda revista geral em alunos feita pela Patrulha Escolar. O resultado da revista em cerca de 450 alunos e 28 estabelecimentos vizinhos resultou na apreensão de estiletes, giletes, tesouras com ponta, canetas tipo pincel atômico e cigarros, todos objetos classificados como não pedagógicos.
A revista foi feita sala a sala. Os policiais procuraram nas mochilas dos alunos armas, drogas e outros materiais. O coordenador do projeto em Curitiba, tenente Cláudio de Azevedo Prus, considerou ''ótimo'' o resultado da operação, uma vez que não foi encontrada nenhuma arma de fogo com os alunos. ''Esta é uma ação preventiva, que não tem a atenção de coagir o aluno, mas de protegê-lo, retirando de circulação objetos que possam comprometer sua segurança'', explicou.
A região ao redor das escolas também foi vistoriada. Dois bares, uma lanchonete e um restaurante foram fechados por falta de alvará da Secretaria de Urbanismo e certificado de Corpo de Bombeiros. e dois proprietários de bares foram detidos por terem máquinas caça níquel em funcionamento. Segundo o tenente, a visita a esses locais é fundamental. ''É ali que encontramos alunos que faltam à aula sem os pais saberem, e que alguma coisa indesejável pode acontece'', diz. Os bares só poderão reabrir quando regularizarem a situação. Também foram apreendidos seis carros, conduzidos por pessoas sem carteira de habilitação ou com a carteira de motorista vencida.
A operação contou com a participação de 36 policiais militares e civis, além de cinco funcionários das secretarias Municipal de Urbanismo e Vigilância Sanitária. Até agora, quatro escolas foram vistoreadas, mas o programa Patrulha EscoIar, segundo ele, pretende atender até o final todas as escolas que solicitarem a revista.
Os objetos encontrados são encaminhados à direção da escola, que chama os pais para devolvê-los. O coordenador também esclarece que a revista só acontece com autorização dos pais. Primeiro é feita uma reunião entre a diretoria e os responsáveis pelos alunos, que decidem se querem ou não que seja realizada a operação. Em seguida, um documento é encaminhado à Vara da Infância e da Juventude para que seja dado o respaldo legal.

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