Encontrar armas de fogo em escolas de Londrina não é novidade para a Polícia Militar (PM). Somente de abril para cá, quando foi instituída a Patrulha Escolar na Cidade, já foram apreendidas duas armas de fogo e diversas armas brancas (facas e estiletes, por exemplo), além de drogas. Sem contar o revólver que matou o estudante Luciano Dias da Silva, anteontem, no conjunto Maria Cecília, localizado na zona norte da Cidade.
Segundo o tenente Ricardo Eguedis, comandante da Patrulha Escolar, Londrina conta hoje com 35 homens e seis viaturas que trabalham exclusivamente no policiamento de escolas.
Além de passar pelos locais, eventualmente a PM também faz revistas em alunos, quando o procedimento é solicitado pelo diretor do colégio.
Tenente Ricardo Eguedis informa que a Patrulha passa em todas as escolas da Cidade - aproximadamente 300 estabelecimentos - pelo menos uma vez por dia. Nos locais mais problemáticos, com maior número de ocorrências, as visitas são mais frequentes.
‘‘Mas não dá para entrar em todas as salas e revistar todo mundo a toda hora’’, pondera. ‘‘Ocorrências como essa (que matou o estudante Luciano) são difíceis de evitar.’’
Ricardo Eguedis acrescenta que o diretor ou professor de escola que suspeitar que alunos - ou mesmo pessoas estranhas ao estabelecimento - estão portando armas, deve acionar de imediato a Polícia Militar através do disque-denúncia (fone 161).

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