O Patronato Penitenciário Herber Soares Vargas, inaugurado ontem em Londrina com a presença do secretário de Segurança do Estado José Tavares, é o segundo do Paraná e primeiro do Brasil no interior. O patronato substitui e amplia os serviços ofertados pelo Programa Pró-Egresso, encerrado na cidade no final do ano passado. ‘‘Uma pesquisa feita pelo Pró-Egresso, em dez anos, apontou que a taxa de reincidência criminal entre os assistidos era de apenas 5%. Com o patronato, queremos reduzir o percentual’’, afirmou o diretor Tadeu José Migoto.
Ligado ao Departamento Penitenciário do Estado (Depen), o órgão vai atender a 18 municípios da região, prestando assistência psíquica e social às pessoas que já cumpriram pena e fiscalizando os presos de regime aberto, liberdade condicional e sentenciados a penas alternativas. Segundo Migoto, o patronato vai ampliar serviços de atendimento psicológico e de assistência social, passando a oferecer cursos de alfabetização e profissionalizante.
Serão mantidos convênios com universidades da região para estágios de estudantes de direito, psicologia e serviço social, além de instituições como Sesc, Senai e Senac para realização de cursos. O patronato começa a funcionar com sete técnicos e 40 estagiários, atendendo desde já 274 egressos.
Segundo o coordenador-geral do Depen, Pedro Marcondes, com a instalação do patronato, presos que conquistaram o direito de cumprir pena em regimes aberto ou semi-aberto não precisam ser mais encaminhados a Curitiba, assim como aqueles que conseguiram liberdade condicional ou estão sujeitos a restrições de direito vão ter maior fiscalização.
Na inauguração, a coordenação do Centro de Direitos Humanos de Londrina (CDHL) entregou ao secretário José Tavares um dossiê contra a violência policial em Londrina e região. O advogado Jorge Custódio Ferreira passou a Tavares recortes de jornais e documentos sobre todos os casos mais graves de violência nos últimos meses, principalmente de agressões cometidas por policiais militares. Tavares disse que sua determinação é que ‘‘toda e qualquer denúncia seja investigada e apurada nos termos da lei, o que já vem sendo cumprido’’.

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