Patronato Penitenciário firma convênio com UEL
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quarta-feira, 03 de março de 2004
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) deve receber, nas próximas semanas, novos profissionais contratados por meio de convênio com o Patronato Penitenciário de Londrina. A parceria, que já existe há alguns anos, foi ampliada e poderá contemplar vagas de trabalho em todos os departamentos da UEL. Ontem, representantes de centros e órgãos complementares da universidade começaram a avaliar a demanda por profissionais.
Atualmente, apenas 12 pessoas prestam serviços à universidade como forma de cumprimento de pena em regime aberto. O número de beneficiários atendidos pelo patronato, entretanto, é muito maior. São 630 pessoas, condenadas por crimes considerados leves, que tiveram as penas revertidas em prestação de serviços à comunidade. ''A procura por vagas de trabalho é grande e estamos sempre correndo atrás. Esse número deve chegar a 800 até o final do ano'', ressaltou o diretor do patronato, Tadeu Migoto. O órgão tem convênio com 100 entidades de Londrina e região.
Variedade é uma das marcas da mão-de-obra oferecida pelo patronato. Entre os condenados por delitos como furtos, estelionato e sonegação de impostos, há desde encanadores até advogados. O diretor de Acompanhamento Administrativo da Pró-Reitoria de Extensão da UEL, Ângelo Spoladore, acredita que a universidade tem condições de absorver esta vasta gama de profissionais. ''A demanda existe e é boa para os dois lados. Na primeira reunião com representantes de centros da UEL a receptividade foi muito boa'', observou.
Spoladore destaca que os profissionais contratados por convênio com o patronato são tratados como prestadores de serviço voluntários. ''A única diferença é que há um controle mais rígido da frequência deles. Temos casos interessantes de pessoas que gostaram do trabalho e continuaram mesmo como voluntários'', disse.


